Todos conhecemos a história daquele mítico dialogo entre J.R.R Tolkien e C.S. Lewis, no qual, Tolkien afirmou que “Jesus é um mito”, ao passo que, Lewis estranhou a afirmação, já que vinha de um Católico devoto a muito empenhado em “ilustrar” os temas presentes na Bíblia Sagrada, dentro de sua obra. Mais tarde, o próprio autor de O Senhor dos Anéis, em uma carta para seu filho, Michael Tolkien, voltou a declarar: “O que os mitos transmitem é de relevância universal. Eles são, para a maioria dos homens e em todas as épocas, uma forma de apreensão de realidades maiores através de representações simbólicas. […] O Evangelho contém um conto mítico, ou um mito em si, que, no entanto, é supremamente verdadeiro. Os Evangelhos narram uma história de um tipo mítico e abrangente, mas é um mito que realmente aconteceu: na Palestina, na época do Governador Pôncio Pilatos.” Se há algum estranhamento a princípio, após lermos o trecho da carta, se torna bastante evidente que Tolkien usou a palavra “m...